A VERDADEIRA HISTÓRIA DA FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL
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“O movimento ‘academicista’ no Brasil desenvolveu-se bastante no século prestes a findar-se e o entusiasmo de jovens escritores levou-os a se reunirem em academias particulares, como foi a simplesmente denominada Pedro II, fundada no Rio de Janeiro a 8 de abril de 1926 por Ático Leite, Oberlander de Carvalho, Luiz Paula Freitas, Peri Alves Campos, Valdemar de Carvalho, Adolfo Celso, Luiz André Costa, Plínio Gióia, Luiz Martins, Fernando Neves, Sebastião Fernandes, Maria Sabina e outros intelectuais de relativo prestígio. Ocorreram, entretanto, constantes divergências entre acadêmicos, daí resultando o encerramento das atividades a 2 de dezembro de 1929. O grupo mais prestigioso conseguiu restaurar a entidade vinte e sete dias depois, mudando-lhe, porém, o nome para Academia Carioca de Letras.
Em 1936, sendo presidente o baiano Afonso Costa, a Academia Carioca teve a iniciativa de promover no Rio de Janeiro o Iº Congresso Brasileiro de Academias de Letras; o evento reuniu representantes das principais entidades oficiais que então funcionavam e contou com a simpatia da Academia Brasileira de Letras, cujo presidente, o eminente professor e educador Fernando Azevedo, dirigiu a mesa diretiva dos trabalhos. Numa pauta rica de assuntos para a cultura nacional, o saudoso jurista Paulino Jacques, representante da Academia de Letras do Rio Grande do Sul, considerou-a com justa razão o “Senado da Cultura Brasileira” e a entidade obteve, através da Lei federal nº 2.554, de 3 de agosto de 1955, a reserva de espaço no edifício construído no local do antigo Sillogeu Brazileiro, – onde a FALB foi fundada -, e entregue à administração da colendo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro”.
F. Silva Nobre (1923 – 2007).
Poeta, Bancário, Jornalista, Prosador e Teatrólogo.
(In “A FALB E A INTEGRAÇÃO SOCIAL”, palestra na Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil no dia 21 de novembro de 2000)





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